RENAMO em alerta para clima de desconfiança no DDR e Esquadrões da morte - Ver Moçambique

Aqui você conhece o nosso País dia- pois-dia aqui e com os acontecimentos no Mundo. A cultura sempre em conosno!

Recentes

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

RENAMO em alerta para clima de desconfiança no DDR e Esquadrões da morte


O maior partido da oposição em Moçambique, a RENAMO, denuncia o homicídio de um delegado político, além de irregularidades no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração.

A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), maior partido da oposição, denunciou esta segunda-feira (06.02) irregularidades no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), afirmando ser uma "incógnita" o encerramento da última base do partido, no âmbito dos acordos de paz. 

"Isto começa a ser uma incógnita: estão a assassinar os nossos desmobilizados", disse José Manteigas, porta-voz do partido, durante uma conferência de imprensa em Maputo, na qual denunciou o alegado assassinato de um delegado e desmobilizado no centro do país.

"Esquadrões da morte"

Segundo a RENAMO, o delegado político na localidade de Nkondedzi, em Tete, no centro de Moçambique, foi levado "à força para o interior de uma viatura" no dia 30 de janeiro, por "três pessoas mascaradas" e supostamente "trajadas com fardamento da Força de Intervenção Rápida" moçambicana.


O partido diz que o delegado terá sido assassinado e o seu corpo carbonizado "com três pneus" numa zona entre os distritos de Changara e Guro, em Tete, por alegados "esquadrões da morte", como outros ao serviço do "poder do dia" e a que atribuiu crimes semelhantes no passado com o intuito de silenciar os seus membros ou "quem pensa diferente".

José Manteigas disse que a morte do seu delegado cria um ambiente de desconfiança, e disse ainda que "há questões que não estão a ser acauteladas no âmbito do acordo", acrescentou o porta-voz.

O encerramento da base central do braço armado da RENAMO na serra da Gorongosa, no âmbito do processo de DDR previsto no acordo de paz assinado com o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em 2019, estava previsto para Dezembro, mas foi adiado.

Outra das reclamações do principal partido de oposição está relacionada com os atrasos nas pensões que deviam ser pagas aos guerrilheiros desmobilizados, um problema para o qual o enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas a Moçambique e presidente do grupo de contacto nas negociações, Mirko Manzoni, tinha alertado. 


Sem comentários: