Venâncio Mondlane: Mortes nas inundações resultam de "governação falhada" . - Ver Moçambique

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Venâncio Mondlane: Mortes nas inundações resultam de "governação falhada" .

Para Venâncio Mondlane as mortes devido às chuvas e inundações em Moçambique resultam da corrupção e "governação falhada". Político anuncia a abertura de sedes e delegações do seu partido para acolher as vítimas.



“É um problema de política, é um problema de gestão e é um problema de corrupção, diga-se a verdade (…). É importante que se saiba esta situação que estamos a viver é resultado de uma governação falhada, uma governação que desviou os fundos provenientes do bolso de cada um dos moçambicanos que foram implementados e aplicados nos últimos 20 anos para melhorar a situação”, afirmou, esta quinta-feira (15.01), Venâncio Mondlane.

Em conferência de imprensa, em Maputo, o político afirmou que o país já beneficiou de diversos fundos de financiamento para o desenho de estratégias e infraestruturas para mitigar os impactos das chuvas e das inundações e acusou os gestores públicos de desviar os referidos fundos, pedindo, por isso, a sua responsabilização.  

“Tanto a nível da cidade de Maputo onde estamos, cidade da Beira, Tete, Quelimane, Nampula, foram objetos de financiamentos astronómicos que estão a custar ao bolso de cada um dos moçambicanos. Quero dizer que exigimos que, para além das constatações, existe a responsabilização criminal de todos os gestores públicos que desviaram fundos que eram destinados à prevenção de desastres”, apelou o político.

Nas mesmas declarações, Mondlane pediu esforços coletivos para apoiar as vítimas, anunciando a abertura das sedes e delegações do partido, incluindo nos distritos e localidades, para funcionarem como centros de acolhimento, com o político a pedir envolvimento dos coordenadores do ANAMOLA na reconstrução de bens públicos destruídos pelas chuvas.

“Nós vamos submeter, a nível da política, um plano de ação para o desafio das mudanças climáticas em Moçambique, uma contribuição dentro dos pilares da atuação da ANAMOLA [Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo] (…), vamos apresentar uma proposta para a criação de um fundo nacional de emergência climática”, prometeu Venâncio Mondlane.

As chuvas fortes em Moçambique afetaram em menos de um mês 123.495 pessoas, provocando oito mortos bem como a destruição total ou parcial de quase 4.000 casas, segundo um balanço divulgado hoje.

Em todo o país, desde o início da época chuvosa, em outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, já morreram pelo menos 94 pessoas, devido às fortes chuvas, situação que se agravou sobretudo desde o final de dezembro.

 

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