Para Venâncio Mondlane as mortes devido às chuvas e inundações em Moçambique resultam da corrupção e "governação falhada". Político anuncia a abertura de sedes e delegações do seu partido para acolher as vítimas.
“É
um problema de política, é um problema de gestão e é um problema de corrupção,
diga-se a verdade (…). É importante que se saiba esta situação que estamos a
viver é resultado de uma governação falhada, uma governação que desviou os
fundos provenientes do bolso de cada um dos moçambicanos que foram
implementados e aplicados nos últimos 20 anos para melhorar a situação”,
afirmou, esta quinta-feira (15.01), Venâncio Mondlane.
Em
conferência de imprensa, em Maputo, o político afirmou que o país já beneficiou
de diversos fundos de financiamento para o desenho de estratégias e
infraestruturas para mitigar os impactos das chuvas e das inundações e
acusou os gestores públicos de desviar os referidos fundos, pedindo, por isso,
a sua responsabilização.
“Tanto
a nível da cidade de Maputo onde estamos, cidade da Beira, Tete, Quelimane,
Nampula, foram objetos de financiamentos astronómicos que estão a custar ao
bolso de cada um dos moçambicanos. Quero dizer que exigimos que, para além das
constatações, existe a responsabilização criminal de todos os gestores públicos
que desviaram fundos que eram destinados à prevenção de desastres”, apelou o
político.
Nas
mesmas declarações, Mondlane pediu esforços coletivos para apoiar as vítimas,
anunciando a abertura das sedes e delegações do partido, incluindo nos
distritos e localidades, para funcionarem como centros de acolhimento, com o
político a pedir envolvimento dos coordenadores do ANAMOLA na reconstrução de
bens públicos destruídos pelas chuvas.
“Nós
vamos submeter, a nível da política, um plano de ação para o desafio das mudanças climáticas em Moçambique,
uma contribuição dentro dos pilares da atuação da ANAMOLA [Aliança Nacional
para um Moçambique Livre e Autónomo] (…), vamos apresentar uma proposta para a
criação de um fundo nacional de emergência climática”, prometeu Venâncio
Mondlane.
As
chuvas fortes em Moçambique afetaram em menos de um mês 123.495 pessoas,
provocando oito mortos bem como a destruição total ou parcial de quase 4.000
casas, segundo um balanço divulgado hoje.
Em
todo o país, desde o início da época chuvosa, em outubro, segundo o Instituto
Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, já morreram pelo menos 94
pessoas, devido às fortes chuvas, situação que se agravou sobretudo desde o
final de dezembro.

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